Oficinas de Sabonetes e Detergente Caseiros/ Homemade Organic Soaps and Detergent Workshop

ENGLISH BELOW

Durante o mês de Junho, a Arlete – do projecto TOM TERRA – e as suas duas filhas doces estão a experimentar o nosso espaço, companhia e modo de vida. Aproveitamos a presença da Arlete para oferecer uma oficina de Sabonetes e Detergentes Caseiros, Cheirosos e Biológicos, coisa para ela fácil de fazer. Podes vir a uma ou outra ou a ambas, tu escolhes. Aqui ficam os detalhes:

Quem é a Arlete?

Ser humana, permacultora, artesã, mãe… Dedico-me à vida e à sua percepção holística. Desde cedo decidi trilhar o caminho de auto-didata, ao perceber que a aprendizagem em si e em variadas áreas, me trariam a realização pessoal. Gosto de experimentar e a auto produção preenche grande parte do meu tempo, além de me dedicar à integração do ensino domestico no dia-a-dia, das 2 filhas que me acompanham nesta aventura que é a vida. Completei com muito gosto o curso de aromaterapia e no presente frequento mensalmente o curso de pedagogia Waldorf… A produção de sabonetes e sabão já faz parte da minha vida há cerca de 5\6 anos. Ultimamente comecei também a fazer as minhas próprias pomadas. Da vontade de proteger o nosso planeta, mãe-terra e das tantas propriedades benéficas que as suas plantas nos oferecem, juntando saberes e fazeres, estudos e aprendizagens sinto que ainda há tanto a aprender.

A oficina

Os sabonetes são feitos com uma base de azeite biológico num processo a frio. São adicionados óleos essenciais com fins terapêuticos.

Data

Domingo, 18 de Junho

10h – 12h30 – oficina sabonetes naturais e biológicos

14h30 – 17h30 – oficina detergente natural a partir de óleo usado

Preços

15€ cada oficina

25€ ambas oficinas

30€ ambas oficinas com refeição incluída vegetariana

Vantagens

-auto-produção

-diminuição de gastos euros

-proteção do planeta, redução da pegada humana

-reutilização de embalagens, de óleo usado

-personalização do produto

-não utilização de produtos químicos nocivos

-não testado em animais

-sem E’s…

-saudável

-ingredientes locais

-produtos bio

Traz por favor embalagens de iogurte, manteiga…

Levarás para casa amostras do que fizeres.

 


During the month of June, Arlete and her two sweet daughters are experiencing our space, company, projetc and way of life. We took advantadge of that and we will learn how to make Homemade, Organic Soaps and Detergents, something very easy for her to do. So we will offer a one day workshop or half a day as per your preference. Here are the details:

Who is Arlete?

A Human Being, permaculture, artisan, mother … I dedicate myself to life and to its holistic perception. From an early age I decided to walk the path of self-teaching, realizing that learning itself in many areas would bring me personal fulfillment. I like to experiment and self-production fills up a lot of my time, besides dedicating myself to the integration of home teaching in the day to day, of the 2 daughters that accompany me in this adventure that is life. I have successfully completed the aromatherapy course and at present I attend the Waldorf pedagogy course monthly … The production of soaps has been part of my life for about 5 \ 6 years. Lately I also started making my own ointments. From the will to protect our planet, mother-earth and the many beneficial properties that her plants offer us, joining knowledge and practices, studies and learnings, I feel that there is still so much to learn.

Date

Sunday, 18th June

10h – 12h30 – workshop organic and homemade soaps

14h30 – 17h30 – natural detergent from used cooking oil

Prices

15€ each workshop

25€ both workshops

30€ both workshops with vegetarian meal

Advantadges

-self-production

-lower expenses euros

-protecting the planet, footprint reduction

-packages reutilization, used oil reutilization

-unique personalised product

-non utilization of harmful chemical productos

-not tested on animals

-no E’s…

-healthy

-local ingredients

-organic product

Please bring iogurt or butter packages…

You will take samples home of the products you make.

Atira o barro à parede – versão 3.0

No passado sábado, dia 16 de Janeiro, realizamos a 3ª versão da Festa Atira o Barro à Parede. Com um bebé a chegar e os quartos ainda deveras atrasados, apercebemos-nos que sozinhos não íamos conseguir fazer muita coisa rapidamente e daí lembrámo-nos do sucesso que foram ambas as Festas anteriores e o nosso coração também rapidamente decidiu avançar para mais uma festa.

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Convites enviados e confirmações feitas, tivemos 14 amigos presentes para um dia delicioso de confraternização, muito apoio, mas acima de tudo muito, mas muito divertimento.

Sia

Houve barro, mãos, cabelo e roupas sujas, música, dança, muitas gargalhadas e muito boa energia. De manhã, enquanto preparava o almoço, fui várias vezes levar bebidas e comidas aos trabalhadores e fiquei boquiaberta e de certo modo invejosa por não estar naquela sala a trabalhar e por ter de estar na cozinha. Todos estavam super divertidos e o ”trabalho” nunca foi trabalho, mas puro divertimento.

Ninguém fugiu ao que havia para fazer e todos partilharam a preparação do barro, amassando-o com os pés, alguns saltando e dançando em cima dele, seguindo-se o atirar o barro, o pressionar e alisar a parede.

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Após o almoço, continuamos o trabalho até o barro acabar. Na semana seguinte, o Ricardo iniciou a aplicação da cal por cima do barro e os espaços que serão no futuro dois quartos já começam a ter outro aspecto.

Final wall

Pela primeira vez, o nosso mais pequeno trabalhador não hesitou em arregaçar as mangas e adorou sujar-se todo, enquanto ajudava a preencher as paredes.

BEST HELPER OF THE DAY

Agradecemos a todos os nossos amigos e família que nunca se recusam a ajudar-nos e deixam sempre ficar uma energia muito especial nesta casa que é de todos.

Teresa

Uma semana preenchida…

A semana passada foi uma semana em cheio! Decorreram os workshops da “História do Universo” e as tertúlias no Porto sobre o Projecto Vida em Transição. Confesso que me sinto, e na altura também me senti, abençoada por estar presente nos eventos e pela partilha que estes eventos possibilitam entre seres humanos. Foi muito rico!

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Durante o fim de semana de workshops tive oportunidade de participar no grupo de Viana do Castelo e no grupo do Porto, dois grupos muitos distintos mas foram dois momentos de aprendizagem fantásticos. A vinda da Jane e do Rod a Portugal foi uma dádiva e a forma como eles nos transmitiram os conhecimentos que têm vindo a adquirir com a sua própria experiência foi fantástica. Não se limitaram a desbobinar uma série de conhecimentos ou informações, deram-nos antes “ferramentas” ou pequenas actividades que podem ajudar a “despertar” nas crianças um sentido para algo maior do que elas próprias (eu senti que se aplica igualmente à criança que existe em mim!). Estas actividades fazem-nos questionar, fazem-nos contemplar, fazem-nos parar e ser por momentos, fazem-nos mergulhar na pura e simples vivência do momento…encontrar nas profundezas do agora quem nós realmente somos. O meu espírito encheu-se de alegria ao pensar no potencial que estes exercícios podem ter nos mais novos. É curioso que no meio disto tudo questiono-me às vezes que autoridade tenho para transmitir algo às gerações futuras. Eu posso transmitir todo o conhecimento que adquiri e posso ainda apontar para mais conhecimento que já foi adquirido pelo Homem ao longo dos séculos, mas no fim resta-nos algo mais valioso do que o conhecimento…a sabedoria…e esta ninguém nos pode ensinar…tem de ser vivida, tem de ser caminhada, experienciada.

No caminho da sabedoria não existem regras, nem métodos, nem caminhos melhores do que os outros…cada um tem o seu processo…e cada processo tem de ser respeitado e amado. As crianças e famílias que vierem ao nosso/meu encontro e vice-versa serão os seres humanos que têm de se cruzar comigo nesses momentos particulares da vida para partilharmos algo mutuamente e depois cada um segue o seu próprio percurso e faz as suas próprias sínteses daquele encontro. Da semana que passou ficou essencialmente gravado em mim a partilha…a partilha entre seres humanos que se cruzaram num dado momento.

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Todos os dias agradeço a oportunidade que me é dada para continuar a poder partilhar mais momentos comigo, com os outros, com a natureza, com os animais, com o universo…no fundo com o Todo!

Ana Fonseca

A minha nova casa

Olá!

É curioso verificar que ainda não escrevi uma única palavra neste blog e no entanto já estou a viver com o Ricardo, a Teresa e o Miguel desde agosto do ano passado. Neste aparente curto espaço de tempo muitas aventuras e desafios têm vindo a acontecer por cá. Já ando há algum tempo para partilhar um dos desafios que passei quando cheguei à comunidade e creio que agora é o momento de o fazer.

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Em agosto do ano passado (após alguma persistência da minha parte, porque ainda não tinham condições físicas para aceitar voluntários) vim trabalhar como voluntária para a comunidade e para o projecto que a Teresa e o Ricardo estavam a começar a construir. Durante os meses de verão e outono estive a viver numa tenda, mas com a chegada do frio acabei por ser acolhida na casa, no espaço onde será futuramente a casa de banho. Pode parecer estranho estar a viver na futura casa de banho, mas confesso que não me incomodou e, aliás, até gostei muito da experiência. O espaço em si era agradável e quente, no entanto não era um espaço onde pudesse arrumar as minhas coisas e instalar-me com outro nível de conforto. Com o tempo o estatuto de voluntária evoluiu de forma natural e consciente para residente e senti então que estava na altura de arranjar um espaço fora de casa para morar.

Foi muito engraçado porque, a partir do momento em que verbalizei a minha intenção de comprar uma roulote ao Ricardo e à Teresa, a roulote veio ter comigo quase por magia. Um amigo nosso tinha vindo ajudar a construir uma casa de madeira no nosso vale e trazia uma roulote onde vivia durante os dias de TRABALHO longe de casa. Ele estava a tentar vender a roulote porque era pequena demais para a família dele e eu estava a procura de uma para comprar. Foi uma daquelas coincidências que continuam a surpreender-me e me fazem confiar cada vez mais no universo.

A roulote tinha sido practicamente entregue em casa e, ao que parecia, estava em boas condições. Era uma roulote antiga e muito bonita dos anos 70. Finalmente decidi-me a comprá-la e após a instalação da mesma no terreno pensei em fazer apenas umas pequenas renovações e pinturas para dar um aspecto mais pessoal e fresco ao interior e ao exterior. Qual foi o meu espanto quando começo a retirar alguns adereços do interior da roulote e vejo que havia partes do perfil da parede que estavam podres. Resolvi então investigar a extensão do problema e quanto mais ia destruindo o perfil mais madeira estrutural, podre encontrava. Continuei a destruir o interior da roulote até que só uma das paredes estava intacta. O chão também estava igualmente podre nas extremidades e em algumas partes parecia um carro dos flinstones (quase que dava para colocar os pés no chão e empurrar 🙂 ). Houve vários momentos durante a fase destrutiva em que me questionava o que estava a fazer. Porquê que me tinha metido naquele processo? Porquê que tinha decidido destruir?

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Tinha chegado a um ponto em que a roulote estava inabitável e só me apetecia pegar na carcaça e enviá-la para o polo norte, para bem longe da minha vista. Este foi um dos pontos mais importantes do processo. O Ricardo e a Teresa ao verem o meu desespero e desmotivação resolveram mostrar-me imagens do processo que eles próprios tinham passado…a reconstrução da casa deles. Ao ver as fotos e tudo aquilo que tinham feito num espaço de tempo tão curto reparei que a minha motivação e força estavam de novo a surgir e voltei a acreditar que era possível, e mais ainda, o quão divertido é estar a fazer algo assim!

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Hoje vejo que a compra da roulote e o facto de ela estar no estado em que estava sem eu saber previamente foi uma dádiva espetacular. Foi um desafio que me foi lançado e que me fez ver muita coisa em mim, fez-me transformar, fez-me crescer, aprender, evoluir. Também me fez ver que aquilo que pedimos realmente acontece (e por isso também é preciso ter cuidado com as nossas intenções e o que realmente queremos porque vêm ao nosso encontro!). Eu antes de a ter comprado dizia que gostava muito de aprender mais sobre construção e como utilizar certas ferramentas porque não me sentia confortável a usar nem uma serra nem um berbequim nem nada disso. Bem…o meu apelo foi ouvido e acreditem que me fartei de usar ferramentas e aprendi imenso sobre materiais e o que funciona e não funciona.

Foi um processo muito bonito porque houve fases em que estava a destruir uma parte da roulote e a reconsturir outra ao mesmo tempo. Fez-me ver que tudo na vida é mesmo assim…a destruição do antigo/velho ocorre para dar lugar ao novo, à criatividade. E tanto a destruição como a construção foram processos igualmente bonitos e poderosos…apenas expressões diferentes. A criatividade estava presente não só na construção como também na destruição, porque eu não podia simplesmente colocar uma bomba dentro da roulote e destruir tudo…tive de destruir de forma criativa e pensada.

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 Todo o processo que estava a passar serviu também para tema de contemplação pessoal e em grupo. Falar sobre motivação, sobre desespero, sobre frustração, sobre falta de energia, sobre o potencial da força criativa, sobre a entre-ajuda, sobre a vitimização, sobre a responsabilidade, sobre o poder de ultrapassar desafios, sobre o desenvolvimento de capacidades para superar os desafios. Este último tópico era constantemente testado. Apercebi-me de uma diferença muito curiosa entre construir e reconstruir. Quando construímos temos a liberdade para usar os materiais que queremos e fazer as formas que queremos, etc. Ao reconstruir também existe um potencial enorme de criatividade mas temos de ajustar essa criatividade às estruturas já existentes. Existe um molde a partir do qual vamos construindo. Digamos que as peças não vêm já direitinhas da fábrica e depois é so montar como os móveis do IKEA. Ali tudo tinha de ser feito à medida, personalizado e único…e a cada tarefa que começava a fazer encontrava logo um entrave porque não existem peças que encaixem na perfeição à primeira…tinha de adaptar…ajustar…arranjar novas formas de solucionar os supostos problemas.

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Foi muito interessante. Muito curioso foi também perceber a minha noção de perfeição. Recordo-me que na minha vida tinha sempre procurado a perfeição (e ainda existe esse impulso em mim) e isso levou-me a desgastes e frustrações muito profundas. Como devem imaginar a roulote nao está construida de acordo com os meus padrões irreiais de perfeição que tinha anteriormente. Tem defeitos, tem moças, tem zonas mal pintadas, tem desníveis, tem tudo e mais alguma coisa, no entanto, agora vejo a perfeição na imperfeição.

A noção de perfeição que tinha não era real…era impossível, era uma projecção de um ideal meramente mental. Vejo agora a beleza nessa imperfeição, e o espaço tem uma outra qualidade…uma qualidade com cunho pessoal…com marcas das pessoas que ajudaram a reconstruir, com a energia e o esforço que foi colocado na roulote.

Esta questão da energia foi também outro tema interessante. Percebi que havia dias em que estava a trabalhar apenas porque tinha de ser, tinha de acabar a roulote o mais depressa possível para poder mudar de casa…sentia-me encurralada e a energia que estava a colocar no trabalho que estava a fazer era pesada e desesperante. Até que percebi que estava a colocar essa energia na roulote e não era isso que eu queria. Não queria criar uma casa pesada e com energia desesperante. Uma mudança de perspectiva ocorreu e passei a focar-me no potencial de transformação da roulote, na felicidade em criar, no prazer de construir e aprender com os meus erros e frustrações, na alegria em sonhar e imaginar como decorar e remodelar a configuração por dentro.

Já estou a viver na roulote desde o início do ano e confesso que as obras interiores e exteriores ainda não estão terminadas, mas agora vou construindo a um ritmo mais tranquilo. É um “work in progress” tal como eu sou um “work in progress” para toda a vida! Vou fazendo um bocadinho de cada vez, mas o que já está terminado está muito bonito e confortável!

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Contar à minha família (particularmente aos meus pais) que estava a viver numa roulote foi também uma aventura interior interessante. Veio provar que tenho realmente demasiadas ideias pré-concebidas do que vai acontecer e olho para os meus pais como seres que não evoluem. Fui surpreendida com a abertura de espírito e apoio que me deram, de tal maneira que a minha mãe até quis fazer as cortinas para a roulote. “Impossible is nothing”!

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Ana Fonseca

Workshop ‘História do Universo’

 ENGLISH VERSION

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Se quer aprender como ensinar a história do universo a crianças e jovens enquanto catalisador para uma mudança social positiva, este workshop é para si!

”Fiz este workshop há dois anos atrás no ALP. Lembro-me que quando li a apresentação do workshop senti um enorme impulso para participar. Queria perceber melhor o que é isto que tanto se fala de sermos todos Um. Queria também perceber de que forma a Teoria do Big Bang muda a perceção da nossa existência. E claro, queria aprender para partilhar. Tinha algumas expectativas, sim, mas confesso que o workshop superou, e muito, todas as ideias que tinha criado. Neste workshop pude experienciar a maravilhosa descoberta de fazermos parte de um universo infinito em constante evolução.

Pude descobrir um impulso para esta evolução, sempre presente, a nível pessoal e a nível global, em tudo o que existe. E fiquei a saber muito mais da “minha” história. Que está ainda a ser escrita por todos nós que fazemos parte desta teia infinita de vida em evolução.”

Helena Fontainha, Esposende

Neste workshop vamos explorar quem somos e de que fazemos parte, no contexto da história que a ciência nos conta acerca de como foi criado o Universo.

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Jane Riddiford e Rod Sugden têm muita experiência em trabalhar com crianças e jovens e em apresentar-lhes a sua versão da história do universo. Todo o trabalho desenvolvido na Global Generation é disso um exemplo vivo, assim como o seu envolvimento ainda no ano passado com o Ministério da Educação britânico no acolhimento e na formação de novos professores.

”O projeto Global Generation é entusiasmante porque nos dá a possibilidade de nos reconectarmos com todos os níveis da humanidade. A escola de St. John’s será um lugar mais criativo na medida em que estamos a ser desafiados  a explorar os nossos pensamentos e a adaptar os nossos ensinamentos a um quadro bem mais genérico. Vamos ser pensadores, criadores, colaboradores, críticos, apresentadores e celebrantes. O mundo das vitórias fáceis e das celebridades será deixado para trás enquanto nos focamos nas coisas que realmente interessam. Os nossos valores, que são tão familiares para todos nós, serão desafiados dentro de nós, irão crescer connosco e irão pavimentar o caminho para a frente – enquanto pessoas, amigos e alunos.”

Jane Ratcliffe – Diretora da Escola St. John

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A Jane e o Rod vão disponibilizar um conjunto de ferramentas necessárias para ensinar a alunos / outras crianças e jovens a história do universo, permitindo-lhes criar uma base de inspiração que possibilite a construção de um futuro social e ambiental mais responsável. Estas ferramentas incluem metodologias diferentes como a escrita criativa, o sentar em silêncio, trabalhar a linha do tempo de forma científica sobre como o universo foi criado, trabalhar com valores, trazendo o universal para o contexto individual, participar com diálogo, trabalhar com a história, especialmente os mitos culturais criados por todo o mundo, entre outras.

Este workshop de um dia começará às 10 da manhã e terminará às 5 da tarde.

”O dia da História do Universo foi um sucesso enorme. Tivemos uma resposta esmagadoramente positiva dos alunos. Queremos que os alunos pensem, se questionem e aprofundem e hoje fizemos isso mesmo. Quanto mais eles fazem isso, num ambiente seguro, mais resilientes eles ficarão, e melhor será para as crianças que eles vão educar.”

Tessa Willy – Palestrante Sénior, Instituto da Educação, UCL

 Quem são os oradores?

Jane Riddiford, Global Generation – Diretora Executiva

JaneA Jane cofundou a ‘Global Generation’ em 2004. Ela tem 25 anos de experiência em apresentar projetos de formação ambientais, artísticos e vocacionais na Nova Zelândia e no Reino Unido.

O seu interesse em jovens e em projetos que juntam as diferentes partes da comunidade juntas em ambientes ecológicos tem sido um fio condutor através da sua vida profissional. Ela tirou um mestrado em Responsabilidade e Prática de Negócios na Bath School of Management e está presentemente a realizar um doutoramento baseado na Pesquisa-Ação em Mudança Organizacional na Ashridge Business School, que se baseia no seu trabalho com a ‘Global Generation. Ela inspira-se na nossa história de 14 bilhões de anos como fonte de criatividade para construir um futuro social e ambiental responsável.

Rod Sugden, Global Generation – Formador da História do Universo

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O Rod é professor primário tanto do sector público como privado, há já 11 anos. Agora ele divide o seu tempo entre  a prática letiva na Dallington School e o desenvolvimento de programas educacionais para a Global Generation.

Nos últimos 4 anos ele apresentou a História do Universo a crianças e adolescentes e descobriu que eles sentem um entusiasmo muito profundo em aprenderem sobre quem são e do que fazem parte. Foi pioneiro no desenvolvimento de um método de diálogo para crianças combinado com a prática de sentar em silêncio. Estes ingredientes são essenciais para a ’Nova Educação’ que irá preparar os adultos de amanhã para viverem no mundo interconectado, sempre em expansão e mudança, no qual todos vivemos.

DATAS E DONATIVO MÍNIMO

14 Fev. 2015, Viana do Castelo, Escola Secundária de Monserrate – 30 Euros

15 Fev. 2015 – Porto – Escola Viva – 40 Euros

16 Fev. 2015 – Montemor-o-Velho – Avidanja – 40 Euros – CANCELADO

18 Fev. 2015 – Odivelas – Mandala Yoga e Massagens – 40 euros

NOTA: Se não tem possibilidade de doar este valor, escreva um email para avidaemtransicao.@gmail.com, explicando a razão pela qual é tão importante para si participar e de que forma poderá fazê-lo.

Para reservar o seu lugar, envie os seus dados e o local em que quer fazer o workshop para o email avidaemtransicao.@gmail.com. Obrigada.

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Famílias Despertas

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Gostávamos de vos dar a conhecer o projeto “Famílias Despertas” (Awakened Life Families – ALF)! Este projeto tem como inspiração e base o contexto evolucionário e consciente vivido no Projecto Vida Desperta.

Partilhamos uma paixão e um contínuo interesse na educação e desenvolvimento das futuras gerações, pelo que a nossa intenção é viver e partilhar uma forma de estar na Vida mais consciente com Crianças, Famílias, Futuros Pais e Educadores.

Acreditamos no crescimento e evolução pela contínua contemplação, questionamento, partilha e aprendizagem através da nossa própria experiência e estamos dispostos a continuamente rever as orientações que seguimos, de forma a nunca estagnar e cristalizar ideias, pensamentos e crenças.

Para este projecto avançar, queremos formalizar a sua oficialização, e para tal, precisamos de angariar 360 euros para a escritura, registo e inscrição nas finanças, segurança social e abertura de conta bancária da associação. Toda e qualquer contribuição que possam e queiram oferecer é bem-vinda, por muito pequena que possa parecer.

Se sentirem um impulso para fazerem parte deste projeto podem também tornar-se associados-amigos, contribuindo com uma anuidade de 25 euros, o que equivale a cerca de 2 euros por mês! Ao serem associados-amigos passam a receber uma newsletter do projeto e serão convidados para todas as assembleias gerais da associação. Este valor deverá ser transferido, nesta fase e até a associação ter uma conta própria, para o NIB 0033 000000 2386 92654 05 .

Obrigado a todos….

Ana, Teresa e Ricardo

Se não sou mãe…quem sou eu?

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Hoje o Miguel foi para o Porto com os avós para ver o primo recém nascido, e para nos deixar livres para podermos fazer a nossa apresentação no Fundão sem ele, já que tanto eu como o Ricardo vamos estar na mesma apresentação.

O primeiro pensamento que tive foi que de alguma forma não sabia o que fazer ou como fazer. Senti-me um pouco despida sem o Miguel, como se ele fosse uma espécie de máscara que eu coloco todas as manhãs e isso é muito errado… Então veio-me ao pensamento outra vez, se não preciso ser a MÃE, então quem sou eu?

Esta questão de manter e desempenhar papeis é mesmo muito difícil de largar. Quando penso que já os ultrapassei, dahhh, nem por isso.

A casa está vazia e silenciosa e de certa forma, é bom ter tempo real para mim, para as minhas contemplações, para o meu companheiro e para os nossos projectos…

Então decidi partilhar com vocês…

Teresa LG

Convergência de Permacultura – Fundão

Nos próximos dias 24, 25 e 26 de Outubro vai decorrer a Convergência de Permacultura no Fundão e nós vamos estar a representar o Projecto Vida Desperta e os projectos que estamos a desenvolver.

O programa da Convergência encontra-se organizado segundo as três éticas da Permacultura – “Cuidar da Terra, Cuidar das Pessoas e Partilhar os Excedentes”. E embora durante os três dias do Encontro todas as éticas sejam contempladas, no primeiro dia (24 Out, Sexta) o foco será a TERRA, no segundo dia (25 Out, Sábado) o foco será PESSOAS e no Domingo (26 Out) o tema principal será EXCEDENTES.

Sábado de manhã será a nossa vez, vamos abordar os temas Comunidade, Activismo e de que forma os portugueses veem a mudança nas suas vidas…

Não percam este evento e inscrevam-se já.

Mudança, Transformação e Evolução

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Hoje acordei a pensar o que implica realmente mudar, evoluir…não é um processo fácil, nem rápido e a maior parte das vezes é um processo muito doloroso.

Pois na minha experiência, para mudar habitualmente, tive de em algum momento perceber que algo na minha vida deixou de fazer sentido, deixei de me identificar com isso, algo que durante tanto tempo foi a minha imagem, um dos meus pontos de referência e até mesmo o meu ser mas agora deixou de ser. Muitas vezes, quando a transformação é profunda, a maioria dos meus pontos de referência, senão todos, deixaram de fazer sentido. Se eu vir bem, estes pontos de referência são as minhas bases, as minhas estruturas e agora, estas ruíram. Quem sou eu agora?

Como não sei, e ainda não tenho pontos de referência novos, porque para já só sei o que não quero mais na minha vida, sinto-me perdida, abanada, sem nada nem ninguém para me apoiar. Sinto-me sozinha…

Mas isso não significa que estou verdadeiramente perdida ou abanada ou sem apoio….Como estou no desconhecido e isso é novo para mim, o medo surge…se já não sei quem sou, como posso saber o caminho a seguir? Como posso ter confiança para dar os primeiros passos nesta nova pele que ainda está tão fresca, tão transparente, tão sem forma?

Mas esta nova forma de viver a Vida, esta nova forma de ser e estar em que acredito que estamos todos ligados, que somos todos um, a tranquilidade, integridade e confiança que eu encontro no meu ser enquanto medito, enquanto sou, ajuda-me a perceber que o desconhecido é o conhecido, que para além das imagens e máscaras de uma estrutura antiga, eu sou cada vez mais eu, enquanto dou passos novos num chão que crio a cada momento e escolho para mim e para o todo.

E assim, devagar e com consistência abro os olhos para uma nova estrutura no meu ser que começo a construir, uma nova raiz que cresce em direcção ao solo que piso. Esta raiz não é nada que já alguma vez tivesse visto, é completamente nova e sou eu que a estou a criar, ninguém me disse como fazê-la, mas eu estou a fazê-la nascer e é dela que a minha nova identidade se compõe…

Eu vejo agora que a evolução é algo que quero na minha vida, pois quero transformar-me e trazer uma nova consciência para o todo. Já não a vejo como algo do qual quero fugir. É com ela que me conheço melhor a cada instante e com ela sei quem eu me torno a cada momento.

Teresa Leite Gonçalves