Workshop ‘História do Universo’

 ENGLISH VERSION

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Se quer aprender como ensinar a história do universo a crianças e jovens enquanto catalisador para uma mudança social positiva, este workshop é para si!

”Fiz este workshop há dois anos atrás no ALP. Lembro-me que quando li a apresentação do workshop senti um enorme impulso para participar. Queria perceber melhor o que é isto que tanto se fala de sermos todos Um. Queria também perceber de que forma a Teoria do Big Bang muda a perceção da nossa existência. E claro, queria aprender para partilhar. Tinha algumas expectativas, sim, mas confesso que o workshop superou, e muito, todas as ideias que tinha criado. Neste workshop pude experienciar a maravilhosa descoberta de fazermos parte de um universo infinito em constante evolução.

Pude descobrir um impulso para esta evolução, sempre presente, a nível pessoal e a nível global, em tudo o que existe. E fiquei a saber muito mais da “minha” história. Que está ainda a ser escrita por todos nós que fazemos parte desta teia infinita de vida em evolução.”

Helena Fontainha, Esposende

Neste workshop vamos explorar quem somos e de que fazemos parte, no contexto da história que a ciência nos conta acerca de como foi criado o Universo.

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Jane Riddiford e Rod Sugden têm muita experiência em trabalhar com crianças e jovens e em apresentar-lhes a sua versão da história do universo. Todo o trabalho desenvolvido na Global Generation é disso um exemplo vivo, assim como o seu envolvimento ainda no ano passado com o Ministério da Educação britânico no acolhimento e na formação de novos professores.

”O projeto Global Generation é entusiasmante porque nos dá a possibilidade de nos reconectarmos com todos os níveis da humanidade. A escola de St. John’s será um lugar mais criativo na medida em que estamos a ser desafiados  a explorar os nossos pensamentos e a adaptar os nossos ensinamentos a um quadro bem mais genérico. Vamos ser pensadores, criadores, colaboradores, críticos, apresentadores e celebrantes. O mundo das vitórias fáceis e das celebridades será deixado para trás enquanto nos focamos nas coisas que realmente interessam. Os nossos valores, que são tão familiares para todos nós, serão desafiados dentro de nós, irão crescer connosco e irão pavimentar o caminho para a frente – enquanto pessoas, amigos e alunos.”

Jane Ratcliffe – Diretora da Escola St. John

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A Jane e o Rod vão disponibilizar um conjunto de ferramentas necessárias para ensinar a alunos / outras crianças e jovens a história do universo, permitindo-lhes criar uma base de inspiração que possibilite a construção de um futuro social e ambiental mais responsável. Estas ferramentas incluem metodologias diferentes como a escrita criativa, o sentar em silêncio, trabalhar a linha do tempo de forma científica sobre como o universo foi criado, trabalhar com valores, trazendo o universal para o contexto individual, participar com diálogo, trabalhar com a história, especialmente os mitos culturais criados por todo o mundo, entre outras.

Este workshop de um dia começará às 10 da manhã e terminará às 5 da tarde.

”O dia da História do Universo foi um sucesso enorme. Tivemos uma resposta esmagadoramente positiva dos alunos. Queremos que os alunos pensem, se questionem e aprofundem e hoje fizemos isso mesmo. Quanto mais eles fazem isso, num ambiente seguro, mais resilientes eles ficarão, e melhor será para as crianças que eles vão educar.”

Tessa Willy – Palestrante Sénior, Instituto da Educação, UCL

 Quem são os oradores?

Jane Riddiford, Global Generation – Diretora Executiva

JaneA Jane cofundou a ‘Global Generation’ em 2004. Ela tem 25 anos de experiência em apresentar projetos de formação ambientais, artísticos e vocacionais na Nova Zelândia e no Reino Unido.

O seu interesse em jovens e em projetos que juntam as diferentes partes da comunidade juntas em ambientes ecológicos tem sido um fio condutor através da sua vida profissional. Ela tirou um mestrado em Responsabilidade e Prática de Negócios na Bath School of Management e está presentemente a realizar um doutoramento baseado na Pesquisa-Ação em Mudança Organizacional na Ashridge Business School, que se baseia no seu trabalho com a ‘Global Generation. Ela inspira-se na nossa história de 14 bilhões de anos como fonte de criatividade para construir um futuro social e ambiental responsável.

Rod Sugden, Global Generation – Formador da História do Universo

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O Rod é professor primário tanto do sector público como privado, há já 11 anos. Agora ele divide o seu tempo entre  a prática letiva na Dallington School e o desenvolvimento de programas educacionais para a Global Generation.

Nos últimos 4 anos ele apresentou a História do Universo a crianças e adolescentes e descobriu que eles sentem um entusiasmo muito profundo em aprenderem sobre quem são e do que fazem parte. Foi pioneiro no desenvolvimento de um método de diálogo para crianças combinado com a prática de sentar em silêncio. Estes ingredientes são essenciais para a ’Nova Educação’ que irá preparar os adultos de amanhã para viverem no mundo interconectado, sempre em expansão e mudança, no qual todos vivemos.

DATAS E DONATIVO MÍNIMO

14 Fev. 2015, Viana do Castelo, Escola Secundária de Monserrate – 30 Euros

15 Fev. 2015 – Porto – Escola Viva – 40 Euros

16 Fev. 2015 – Montemor-o-Velho – Avidanja – 40 Euros – CANCELADO

18 Fev. 2015 – Odivelas – Mandala Yoga e Massagens – 40 euros

NOTA: Se não tem possibilidade de doar este valor, escreva um email para avidaemtransicao.@gmail.com, explicando a razão pela qual é tão importante para si participar e de que forma poderá fazê-lo.

Para reservar o seu lugar, envie os seus dados e o local em que quer fazer o workshop para o email avidaemtransicao.@gmail.com. Obrigada.

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Famílias Despertas

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Gostávamos de vos dar a conhecer o projeto “Famílias Despertas” (Awakened Life Families – ALF)! Este projeto tem como inspiração e base o contexto evolucionário e consciente vivido no Projecto Vida Desperta.

Partilhamos uma paixão e um contínuo interesse na educação e desenvolvimento das futuras gerações, pelo que a nossa intenção é viver e partilhar uma forma de estar na Vida mais consciente com Crianças, Famílias, Futuros Pais e Educadores.

Acreditamos no crescimento e evolução pela contínua contemplação, questionamento, partilha e aprendizagem através da nossa própria experiência e estamos dispostos a continuamente rever as orientações que seguimos, de forma a nunca estagnar e cristalizar ideias, pensamentos e crenças.

Para este projecto avançar, queremos formalizar a sua oficialização, e para tal, precisamos de angariar 360 euros para a escritura, registo e inscrição nas finanças, segurança social e abertura de conta bancária da associação. Toda e qualquer contribuição que possam e queiram oferecer é bem-vinda, por muito pequena que possa parecer.

Se sentirem um impulso para fazerem parte deste projeto podem também tornar-se associados-amigos, contribuindo com uma anuidade de 25 euros, o que equivale a cerca de 2 euros por mês! Ao serem associados-amigos passam a receber uma newsletter do projeto e serão convidados para todas as assembleias gerais da associação. Este valor deverá ser transferido, nesta fase e até a associação ter uma conta própria, para o NIB 0033 000000 2386 92654 05 .

Obrigado a todos….

Ana, Teresa e Ricardo

Transição em Família

 

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Quando há cerca de 7 anos disse aos meus pais que estava a pensar mudar de vida (que na altura imaginava ser despedir-me, vender casa e carro e partir para um Ashram indiano em Itália), a sua reacção foi de surpresa e choque. Como poderia eu abdicar de muito do que havia “conquistado” na vida, que até então me satisfazia e parecia ser tudo o que poderia desejar? A verdade é que acabei por não me despedir na altura, nem ir para Itália, mantendo no entanto a aspiração de transformar a minha vida.

À medida que ia aprofundando a minha experiência e o conhecimento sobre este impulso de mudança, ia-lhes explicando o que sentia e as razões que me levavam a querer esta transição. O que no início lhes parecia ser uma súbita falta de “juízo”, particularmente estranha vindo de alguém como eu que sempre fora demasiado “certinho”, aos poucos foi-se revelando como uma necessidade premente que não só fazia algum sentido, como também parecia ser cada vez mais inevitável.

Foi com algum espanto e admiração que, na altura em que eu e a Teresa começamos a procurar terra para nós, eles próprios mostraram também interesse em fazê-lo! As motivações que levaram os meus pais a comprar terra, não foram nem são necessariamente as mesmas que as nossas, mas continua a ser inspirador perceber que também eles procuram a mudança e se empenham em garantir uma outra estabilidade e segurança para o futuro.

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Tal como sempre aconteceu durante toda a minha vida, os meus pais continuam a apoiar-nos de todas as formas que podem, e têm estado sempre presentes quando é realmente importante, continuando a abdicar muitas vezes do seu próprio conforto e bem-estar. Nem sempre o reconheço, e muitas vezes ainda não o demonstro, mas sinto-me abençoado por ter nascido no seio desta família e estou imensamente grato pelo amor incondicional que continuam a demonstrar, e não apenas por nós…

Se há 7 anos pensava que para seguir um “caminho espiritual” teria que abdicar de tudo, mesmo da família e amigos, cada vez mais descubro que esse caminho pode ser vivido com eles, transcendendo e incluindo, explicando e não assumindo, questionando e procurando sempre aquilo que faz sentido na nossa própria experiência, em vez de inconscientemente seguir o que é esperado de nós.  A mudança não só é possível, como não tem quaisquer limites…

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Estamos gratos família, por continuarem a querer percorrer este caminho ao nosso lado!

Amamos-vos muito…

Ricardo Gonçalves

Em cada nova conquista, o potencial para uma nova lição!

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Esta semana instalamos finalmente a chaminé do nosso fogão a lenha, com a ajuda do meu pai, e podemos dizer que estamos preparados para o Inverno! E foi mesmo a tempo, pois o frio já começou a anunciar esta bela estação introspectiva que se aproxima…

Toda esta conquista de “luxos” e conforto, que temos lentamente criado com as nossas próprias mãos na reconstrução da nossa nova casa, tem-me permitido fazer contemplações muito interessantes. Coisas simples e quase banais numa vida moderna, que eu quase toda a minha vida tomei como garantidas (como ter uma casa fechada com portas e janelas; ter água potável a sair pela torneira, sem ser preciso encher o depósito a cada 25 L; ter energia proveniente do sol para acender luzes e carregar baterias; e agora acender um fogão a lenha que não só permite cozinhar, como também aquecer a casa e, num futuro próximo, aquecer a água para o banho), ganham agora um novo sabor, e muito mais valor e apreço, pois em cada uma delas percebemos muito do esforço e determinação que estão envolvidos para que estejam presentes…

Em cada uma destas conquistas, sinto-a não apenas como nossa, mas também da humanidade antes de nós! Aquilo que hoje conquistamos em alguns dias, semanas ou mesmo meses, foi outrora uma odisseia de consecutivas gerações, que em condições muito mais duras e extremas do que nós, foram garantindo um melhor futuro para a sua descendência…

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Cada vez mais usufruímos de novo dos confortos e “luxos” de uma vida moderna, tendo agora bem presente na nossa própria experiência, que uma boa parte da população do planeta ainda está muito longe de possuir muitos ou mesmo qualquer um deles!

É com gratidão, simplicidade, humildade e cada vez mais inspiração que re-aprendemos a viver a Vida, a cada dia, em cada conquista, e convidamos-vos a fazer o mesmo 🙂

Ricardo Gonçalves

Se não sou mãe…quem sou eu?

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Hoje o Miguel foi para o Porto com os avós para ver o primo recém nascido, e para nos deixar livres para podermos fazer a nossa apresentação no Fundão sem ele, já que tanto eu como o Ricardo vamos estar na mesma apresentação.

O primeiro pensamento que tive foi que de alguma forma não sabia o que fazer ou como fazer. Senti-me um pouco despida sem o Miguel, como se ele fosse uma espécie de máscara que eu coloco todas as manhãs e isso é muito errado… Então veio-me ao pensamento outra vez, se não preciso ser a MÃE, então quem sou eu?

Esta questão de manter e desempenhar papeis é mesmo muito difícil de largar. Quando penso que já os ultrapassei, dahhh, nem por isso.

A casa está vazia e silenciosa e de certa forma, é bom ter tempo real para mim, para as minhas contemplações, para o meu companheiro e para os nossos projectos…

Então decidi partilhar com vocês…

Teresa LG

Convergência de Permacultura – Fundão

Nos próximos dias 24, 25 e 26 de Outubro vai decorrer a Convergência de Permacultura no Fundão e nós vamos estar a representar o Projecto Vida Desperta e os projectos que estamos a desenvolver.

O programa da Convergência encontra-se organizado segundo as três éticas da Permacultura – “Cuidar da Terra, Cuidar das Pessoas e Partilhar os Excedentes”. E embora durante os três dias do Encontro todas as éticas sejam contempladas, no primeiro dia (24 Out, Sexta) o foco será a TERRA, no segundo dia (25 Out, Sábado) o foco será PESSOAS e no Domingo (26 Out) o tema principal será EXCEDENTES.

Sábado de manhã será a nossa vez, vamos abordar os temas Comunidade, Activismo e de que forma os portugueses veem a mudança nas suas vidas…

Não percam este evento e inscrevam-se já.

Mudança, Transformação e Evolução

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Hoje acordei a pensar o que implica realmente mudar, evoluir…não é um processo fácil, nem rápido e a maior parte das vezes é um processo muito doloroso.

Pois na minha experiência, para mudar habitualmente, tive de em algum momento perceber que algo na minha vida deixou de fazer sentido, deixei de me identificar com isso, algo que durante tanto tempo foi a minha imagem, um dos meus pontos de referência e até mesmo o meu ser mas agora deixou de ser. Muitas vezes, quando a transformação é profunda, a maioria dos meus pontos de referência, senão todos, deixaram de fazer sentido. Se eu vir bem, estes pontos de referência são as minhas bases, as minhas estruturas e agora, estas ruíram. Quem sou eu agora?

Como não sei, e ainda não tenho pontos de referência novos, porque para já só sei o que não quero mais na minha vida, sinto-me perdida, abanada, sem nada nem ninguém para me apoiar. Sinto-me sozinha…

Mas isso não significa que estou verdadeiramente perdida ou abanada ou sem apoio….Como estou no desconhecido e isso é novo para mim, o medo surge…se já não sei quem sou, como posso saber o caminho a seguir? Como posso ter confiança para dar os primeiros passos nesta nova pele que ainda está tão fresca, tão transparente, tão sem forma?

Mas esta nova forma de viver a Vida, esta nova forma de ser e estar em que acredito que estamos todos ligados, que somos todos um, a tranquilidade, integridade e confiança que eu encontro no meu ser enquanto medito, enquanto sou, ajuda-me a perceber que o desconhecido é o conhecido, que para além das imagens e máscaras de uma estrutura antiga, eu sou cada vez mais eu, enquanto dou passos novos num chão que crio a cada momento e escolho para mim e para o todo.

E assim, devagar e com consistência abro os olhos para uma nova estrutura no meu ser que começo a construir, uma nova raiz que cresce em direcção ao solo que piso. Esta raiz não é nada que já alguma vez tivesse visto, é completamente nova e sou eu que a estou a criar, ninguém me disse como fazê-la, mas eu estou a fazê-la nascer e é dela que a minha nova identidade se compõe…

Eu vejo agora que a evolução é algo que quero na minha vida, pois quero transformar-me e trazer uma nova consciência para o todo. Já não a vejo como algo do qual quero fugir. É com ela que me conheço melhor a cada instante e com ela sei quem eu me torno a cada momento.

Teresa Leite Gonçalves

 

Embarquei em mais uma Jornada no Desconhecido com 20 Mulheres

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Hoje ao final do dia embarco em mais uma jornada com 20 mulheres no desconhecido. Antes de estar neste contexto de iluminação evolucionária, estar com mulheres não me agradava muito. Detestava a competitividade que sentia, a avaliação constante e mais ainda as conversas fúteis de que aprendi ao longo dos anos a fazer com todas elas. Hoje é uma alegria imensa juntar-me a outras mulheres, sejam minhas conhecidas ou não, sabendo que vamos todas rumar a um lugar de união verdadeira e de confiança total. Não sei qual o tema deste retiro mas isso também não é importante. A Cynthia consegue sempre, e repito sempre, surpreender-me com a forma tão natural e na altura certa com que nos propõe algo inspirador e digno de introspecção, questionamento e descoberta. Em conjunto, construímos o tema e percebemos em cada uma de nós, de forma diferente e específica, o que temos a trabalhar internamente e em grupo. Mal posso esperar por fazê-lo e desta vez vou fazê-lo com uma amiga do coração…

Teresa Leite Gonçalves

Dias em família

 

IMG_6005Um grande mestre que tive o prazer de conhecer diz: se julgas que és iluminado, vai viver uma semana para casa dos teus pais. Pois foi isso mesmo que aconteceu na semana passada. Não fui viver para casa deles, mas fui de férias com eles e vivi sobre o mesmo tecto durante 10 dias. Durante este tempo consegui perceber de onde vêm muitos dos meus condicionamentos e muitas das minhas maneiras de ver o mundo…o fazer sem parar, o não relaxar, o arranjar problemas em tudo, o complicar, o personalizar, etc, etc.

Mas acho que pela primeira vez em que passei tempo com eles não me senti de todo victimizada. Antes acontecia com facilidade dizer mal da atitude que me teria levado até eles, e martirizava-me por ter tomado essa decisão e só ficava sossegada já quando chegava a casa. Desta vez, dei por mim a vê-los interagir connosco e entre eles como se fosse uma observadora, reconheci padrões neles que por várias vezes já observei em mim e consegui perceber de onde venho, onde estou hoje e na direcção que quero trabalhar para ir.

Claro que gostava que eles tivessem um tipo de atitude diferente entre eles e individualmente, nomeadamente nas escolhas que fazem na vida, mas já percebi há muito que eu só posso ser responsável pela minha própria vida, e pelas atitudes e escolhas que tomo no meu dia a dia. Posso dar o exemplo pelo que digo e faço quando estou com eles, mas não os posso forçar a escolher algo de diferente para eles, isso só mesmo eles podem.

Por isso acho que estou em paz com tudo isto…e assim fico. Divertimo-nos juntos, descansamos juntos e agradeço sempre por tudo o que sempre fizeram e ainda hoje fazem por mim e pela minha família…

Teresa Leite Gonçalves