Raquel Perdigão

Olá. Sou a Raquel Perdigão, uma das Co-criadoras do Awakened Life Project. Estou a residir com o meu companheiro David Williams na belíssima e mágica Quinta da Mizarela.

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Sou Portuguesa, nascida na central e tão característica freguesia da Sé do Porto. Com muito orgulho, costumo dizer que sou Portuense com sangue transmontano nas veias! Tenho um sotaquebem afinado e fico maravilhada por ter tido a oportunidade de ter nascido no seio de uma família que é a mistura perfeita da cidade e do campo. O meu pai, transmontano no seu coração e a minha mãe, citadina de um Porto tão belo, fizeram um ser feminino que hoje, e para sempre, caminha nos trilhos da transformação e na construção de um novo Mundo.

Como cheguei aqui? Por minha escolha e porque, algumas vezes de forma acertada e outras de forma bem errada, fui aceitando e vendo os sinais que o universo me foi enviando. Sinto que todos os dias da minha vida foram importantes e fizeram de mim quem eu sou hoje. Uma infância dividida entre o medo de ver o Pai Natal, a felicidade de ver neve no Porto, a ida diária para a escola primária acenando sempre no fundo da rua para a minha avó que ficava à espera na porta da entrada, o cheirinho a pão acabado de sair na padaria da Triana, a oportunidade de lamber o “Salazar” que rapava a tigela onde a minha mãe fazia os deliciosos bolos caseiros, a liberdade de poder brincar na rua, as viagens para a Fradizela (terra de onde o meu pai é oriundo), os animais que sempre me rodearam (cães, gatos, galinhas, coelhos, …), o maravilhar-me com o cheiro de cadernos e livros, a música que vinha de um gira discos que ainda hoje existe, a alegria em aprender a ler com o meu avô na janela da sala de estar da nossa casa, a tentativa do meu pai me ensinar as horas no relógio que cantava o “avé-maria”, a felicidade dos primeiros dias de escola depois das férias grandes e o estar em família todos os dias.

Uma puberdade complicada com muitas experiências e vivências importantes, numa escola secundária que recordo como o clic para a minha vida adulta. Na minha infância e puberdade vivi a espiritualidade de uma forma convicta e bem presente. Todos os sábados frequentava a catequese e durante anos fui catequista. Fiz todas as celebrações normais que um português católico praticante faz. Mas, no ano em que o meu pai ficou doente por causa de uma “avaria renal”, todas as minhas crenças católicas vieram por água abaixo! A revolta que sentia dentro de mim era tão grande, que Deus passou a ser alguém não grato na minha vida. Procurei respostas em todo o lado: livros, pessoas e espaços “espirituais”. E, calmamente, fui-me apercebendo que Deus, na verdade, estava dentro de mim. Eu era Deus. E esta verdade era contrária a tudo o que eu fui ensinada até então. Tudo começava agora a fazer sentido para mim. Deus não estava dentro de um edifício construído pelo Homem. Eu não tinha de ir à Igreja para ter contacto com ele. Eu não tinha de ir à missa para me sentir espiritual. Apercebi-me que Deus estava em todo o lado, incluindo, dentro de mim.

A minha paixão pela Natureza, desde criança, ensinou-me que bastava estar conscientemente com ela, através de um banho numa cascata gelada, de um abraço a uma árvore ou numa caminhada na floresta para sentir o divino, para ser o Divino.

Mas todas as práticas que fui aprendendo e os ensinamentos new age pareciam-me muito limitativos. Eu sentia medo constantemente. Este medo não fazia sentido! Afinal, eu queria ser livre! Eu queria fazer o que queria, quando queria e com quem eu queria!

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Mas, depois de contactar com o Awakened Life Project, quando fiz o Curso de Evolução da Consciência no Porto com o Pete Bampton e me juntei depois ao grupo das Mulheres liderado pela Cynthia, apercebi-me que ser livre era muito mais do que pensava. Era mais do que sair de uma empresa onde trabalhei por 13 anos, do que ensinar permacultura a crianças e adultos, do que fazer os meus trabalhos artesanais de tricô e costura, do que ter o meu tempo para ler, do que poder deitar-me ao sol quando me apetecia, do que caminhar ou correr na floresta, do que abraçar as minhas gatas, do que sorrir a um desconhecido ou dizer amo-te a quem amava! Ser livre é ser consciente, é conectar-me com quem eu verdadeiramente sou em tudo aquilo que faço. É um caminho doloroso, por vezes, mas muito bonito ao mesmo tempo. Cada face negra que me é mostrada é mais uma conquista que eu tenho, porque eu sei que sou capaz de mudar o que não está bem. Eu sou uma mulher que acredita num mundo melhor, num mundo novo – numa nova cultura em que somos transparentes e livres da conexão com o ego que insiste em nos separar do Divino.

Conectando com as minhas paixões, surgiu a oportunidade de me juntar ao Projecto Famílias Despertas. Dando um passo de cada vez neste Novo Mundo, mas com todos os meus sentidos ao rubro, direcionando-os para algo maior do que as minhas vontades e desejos. Uma Nova Cultura que contempla as tradições familiares Portuguesas e que engloba também, e essencialmente, o impulso evolucionário que surge diariamente.

Raquel

4 Replies to “Raquel Perdigão”

  1. maria jose gonçalves

    Parabéns por todas as tuas conquistas e pelo lindo caminho que escolhes-te viver! <3

  2. Maria da Conceição Santos Carvalho Mesquita

    olá Raquel

    Estou a tentar falar contigo, antes de mais sou a tua madrinha, e gostava de te dizer que recebemos o convite
    para o teu casamento.
    Será com muito gosto que estaremos eu e o teu padrinho nesse dia tão especial convosco.
    Tentei ligar para o tlm que esta no convite mas não obtive resposta, vou mandar-te o meu email
    conceicaomesquita@sapo.pt gostava de saber o que pretendes de prenda de casamento e mais detalhes.
    O que desejamos é que sejas feliz . um beijo para ti e para o David e responde-me quando puderes.

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